29 de janeiro de 2010

Não vou lutar

Não vou lutar contra o que eu sinto.cVou me entregar como um soldado cansado e faminto. Não vou lutar contra o que eu sinto, porque a verdade explode cada vez que eu minto. Não posso mais viver em conflito.
Não vou negar o que é tão claro. Vou me entregar em tudo que eu faço, em tudo que eu falo. Não vou negar o que é tão claro, porque a verdade explode mesmo quando eu me calo. Não posso mais viver sem estar ao seu lado.

Eu me pergunto se faço as escolhas certas, se eu digo as coisas certas e é óbvio que não.
Quando eu menos espero, me pego sentindo saudade de algo que eu nem possuo de algo que nem esteve comigo. E tudo se torna confuso nessa minha mania de negar, porque eu sou realmente mais frágil a um sorriso do que eu penso ser.
Eu escrevi o nome errado. Eu digo isso pra pessoa errada.
Eu não vou focar nesses olhos, porque eles irão arder nos meus.

Um último texto antes que as aulas me consumam e minhas palavras fiquem robóticas.

4 de janeiro de 2010

Canção pra você viver mais

Eu não parei pra pensar se ele estaria me esperando ou se eu estaria esperando por ele. Talvez eu tenha aquele otimismo de que eu sou tão ansiosa quanto ele, bom, eu não sou, eu sou mais. Acho que estaria esperando por ele então.
Eu penso naquela minha pose típica de ansiedade: encostada em algum lugar, com um dos braços apoiando o outro enquanto eu acabo com minhas unhas, depois ajeitando minha roupa como se fosse uma entrevista de emprego ou qualquer outra coisa que realmente merecesse toda a ansiedade que eu sentiria e, claro, eu estaria calada. Ou talvez, eu estivesse ansiosa demais, e então, eu fingiria estar despreocupada, fingiria que não estava me importando e ia ficar rindo de nervoso até ele chegar. E ela estaria comigo, e ela ia notar.
Eu também não imaginei a roupa que ele usaria, mas... uma camisa azul, eu acho. Não sei porque azul, nem é minha cor predileta. E jeans.
Ele ia estar sorrindo, ou com cara de desprezo de quem não liga. Mas ele estaria ligando pra tudo, eu tenho certeza.
Eu não sei se eu ia correr, ou se eu ia perguntar se era ele, mas o provável é que eu ia dizer oi e ficar parada na frente dele, assim, parada... E fingindo que, naquele momento, eu não ia estar querendo, mais do que tudo, abraçar ele.
Mas eu iria abraçá-lo, claro. Muito forte, e passar meus braços por cima do ombro dele, para abraçá-lo. Eu ia rir e ia chorar.
É lógico que eu ia segurar ao máximo, mas meus olhos iam arder e eu ia chorar, acho que ele não ia rir como ele diz que iria. Rir, com certeza, ele ia. Mas não do jeito que ele pensa... Eu sei como ele ia rir, e ia ser bom.
Eu sei que em nenhum momento ele ia tentar parecer que, realmente, queria aquilo. Ia fazer a cara de "tudo bem", e agir como se fizesse isso todos os dias.
Tá bom. Ele não é tão transparente pra mim quanto eu sou pra ele, mas... Eu sei que não ia ser só um dia normal pra ele.
Eu também iria beijar o rosto dele, muito, e várias vezes.
E depois que eu o soltasse, eu sentiria vergonha de estar de frente pra ele e ia começar a encenar e ser engraçada. Não iria adiantar, ele não cai em nada que eu digo, mas eu iria tentar.
E ele ia rir, não do que eu ia estar dizendo, mas da minha tentativa frustrada de parecer que não estou ansiosa.
Por fim, eu ia dizer algo como "eu amo você, ok?" e ele ia ficar calado.
Mas a gente iria rir.

16 de dezembro de 2009

Codinome beija-flor

Eu só quero silêncio. Eu não sei se sinto saudade de alguma coisa, e se sinto, não sei do que é. Quando parece próximo demais, é difícil de falar. Mas a verdade é que, agora, todos são ridículos.
Por inocência e ingenuidade, eu queria apenas tardes e motivos para sorrir. Eu não me importo com quem vai saber, nem com as histórias que vou contar. Eu só me importava com aquelas cores familiares e aconchegante. Por inocência e ingenuidade, eu cheguei a acreditar que eram as cores da minha vida e aquelas vozes seriam, sempre, a trilha sonora. Pois não são.
E, como sempre, repetitiva, eu tentei trazer tudo de volta. Nem sequer havia o que trazer.
Odeio as novas cores, elas ardem aos meus olhos e arranham meus ouvidos com vozes estridentes. Eu odeio as antigas cores,  por não serem as mesmas cores.
Pra mim, não precisava mudar. Somos todos adolescentes problemáticos e inconsequentes, mas... Eu nunca quis ir tão longe. E daqui eu enxergo diferente aquelas cores.
São ridículas.
Queria fugir delas ou sacudi-las até que se faça normal e da minha vida de novo. Mas elas pouco se importam.
Eu sei com o que elas se importam. Eu sei quem elas chamam.
O pior é que dói em mim isso que eu não sei se é saudade, e se for, não sei do que é. E neles, dói apenas a cabeça na manhã seguinte.
E, até hoje, eu pedi apenas verdade. Pedi apenas umas frações de hora. E hoje, que se danem todas as cores ridículas e incapazes dessa vida ignorante. Eu não quero ter que esperar, nem torcer e nem perguntar. Uma hora eu vou perguntar por quem e, então, eu vou me arrepender.
O bom é saber que eu sempre quis ser uma adolescente incomum, mas eu sou apenas mais uma que se irrita. E eles são cores iguais e eu os confundo também.
No final das contas, eu tenho o cabelo e o pensamento que sempre quis ter e eles tem sexo e drogas. Bom, então eu fico com a parte do rock n roll pra fazer meu silêncio. Bem ingênua e inocente.

24 de novembro de 2009

Is just a memory and those dreams

Not as daft as they seem
Not as daft as they seem
My love when you dream them up...

14 de novembro de 2009

Can't buy me love

Não estou só, muito menos pertubada. Talvez um pouco... já que a única maneira de relaxar, por hoje, foi Beatles, e agora, fica ecoando na minha cabeça. Não que isso seja ruim, mas pertuba, me tira a concentração e é como se eu não conseguisse me lembrar de tudo aquilo que eu tinha ensaiado para hoje, ou para daqui aguns dias... E eu sei que não vou cumprir, porque eu fui imprudente até onde fui. E cansei.
Cansei de cogitar, cansei de me torturar em expectativas e cansei de observar o quão alheio estão todos, o quão ofuscante e ridículo é esse brilho que parece reconfortante, e isso cansa. Por pensar que eu acreditei seriamente que haveria sinceridade ou caráter, mas não há. E nem chega perto disso. Talvez o sol não estava quente o suficiente. E ser pertubada por essas músicas que se repetem e repetem na cabeça, parece mais confortável do que encarar realidades que se assemelham a de vermes que parasitam, mas não deixam morrer.
Não que isso seja ruim, mas pertuba, me tira a concentração e é como se eu não conseguisse me lembrar de tudo aquilo que eu tinha ensaiado para hoje, ou para daqui aguns dias... E eu sei que não vou cumprir, porque eu fui imprudente até onde fui. E cansei.
Cansei de cogitar, cansei de me torturar em expectativas e cansei de observar o quão ridículas são essas que não me inspiram pena. Uma lealdade por um fio, e não fui eu que fiz por onde. E ser pertubada por essas músicas que se repetem e repetem na cabeça, parece mais confortável do que encarar essas caras deslavadas.
Eu só espero por dezembro, eu vou sair, e eles vão chegar e então, nós vamos sair.
 
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