16 de dezembro de 2009

Codinome beija-flor

Eu só quero silêncio. Eu não sei se sinto saudade de alguma coisa, e se sinto, não sei do que é. Quando parece próximo demais, é difícil de falar. Mas a verdade é que, agora, todos são ridículos.
Por inocência e ingenuidade, eu queria apenas tardes e motivos para sorrir. Eu não me importo com quem vai saber, nem com as histórias que vou contar. Eu só me importava com aquelas cores familiares e aconchegante. Por inocência e ingenuidade, eu cheguei a acreditar que eram as cores da minha vida e aquelas vozes seriam, sempre, a trilha sonora. Pois não são.
E, como sempre, repetitiva, eu tentei trazer tudo de volta. Nem sequer havia o que trazer.
Odeio as novas cores, elas ardem aos meus olhos e arranham meus ouvidos com vozes estridentes. Eu odeio as antigas cores,  por não serem as mesmas cores.
Pra mim, não precisava mudar. Somos todos adolescentes problemáticos e inconsequentes, mas... Eu nunca quis ir tão longe. E daqui eu enxergo diferente aquelas cores.
São ridículas.
Queria fugir delas ou sacudi-las até que se faça normal e da minha vida de novo. Mas elas pouco se importam.
Eu sei com o que elas se importam. Eu sei quem elas chamam.
O pior é que dói em mim isso que eu não sei se é saudade, e se for, não sei do que é. E neles, dói apenas a cabeça na manhã seguinte.
E, até hoje, eu pedi apenas verdade. Pedi apenas umas frações de hora. E hoje, que se danem todas as cores ridículas e incapazes dessa vida ignorante. Eu não quero ter que esperar, nem torcer e nem perguntar. Uma hora eu vou perguntar por quem e, então, eu vou me arrepender.
O bom é saber que eu sempre quis ser uma adolescente incomum, mas eu sou apenas mais uma que se irrita. E eles são cores iguais e eu os confundo também.
No final das contas, eu tenho o cabelo e o pensamento que sempre quis ter e eles tem sexo e drogas. Bom, então eu fico com a parte do rock n roll pra fazer meu silêncio. Bem ingênua e inocente.

24 de novembro de 2009

Is just a memory and those dreams

Not as daft as they seem
Not as daft as they seem
My love when you dream them up...

14 de novembro de 2009

Can't buy me love

Não estou só, muito menos pertubada. Talvez um pouco... já que a única maneira de relaxar, por hoje, foi Beatles, e agora, fica ecoando na minha cabeça. Não que isso seja ruim, mas pertuba, me tira a concentração e é como se eu não conseguisse me lembrar de tudo aquilo que eu tinha ensaiado para hoje, ou para daqui aguns dias... E eu sei que não vou cumprir, porque eu fui imprudente até onde fui. E cansei.
Cansei de cogitar, cansei de me torturar em expectativas e cansei de observar o quão alheio estão todos, o quão ofuscante e ridículo é esse brilho que parece reconfortante, e isso cansa. Por pensar que eu acreditei seriamente que haveria sinceridade ou caráter, mas não há. E nem chega perto disso. Talvez o sol não estava quente o suficiente. E ser pertubada por essas músicas que se repetem e repetem na cabeça, parece mais confortável do que encarar realidades que se assemelham a de vermes que parasitam, mas não deixam morrer.
Não que isso seja ruim, mas pertuba, me tira a concentração e é como se eu não conseguisse me lembrar de tudo aquilo que eu tinha ensaiado para hoje, ou para daqui aguns dias... E eu sei que não vou cumprir, porque eu fui imprudente até onde fui. E cansei.
Cansei de cogitar, cansei de me torturar em expectativas e cansei de observar o quão ridículas são essas que não me inspiram pena. Uma lealdade por um fio, e não fui eu que fiz por onde. E ser pertubada por essas músicas que se repetem e repetem na cabeça, parece mais confortável do que encarar essas caras deslavadas.
Eu só espero por dezembro, eu vou sair, e eles vão chegar e então, nós vamos sair.

25 de outubro de 2009

Na lua, na rua, na nasa, em casa

Brasa na boca de um dragão.

9 de outubro de 2009

Joker

Não estar só, quando a necessidade é complemento, quando estamos contra eles e não mais contra nós. E tudo se torna irrelevante, porque nos completamos na parte que nos cabe. A melhor parte de mim.
Eu não sou tão forte para aguentar esses olhares vagos, falsos, insistentes, barulhentos de forma pertubadora e alheios. Não sou tão forte para olhar em outros olhos e não chorar. São meus olhos (ou são alucinações do meu ciúmes possessivo bem delineado no zodíaco).
Eu não sei esperar a semana passar sem me arrepender, ou me pegar bem chula.
E quando se pode sorrir, não sabe o que escrever. Já que se acostumou com as idéias de dar errado, com as palavras que ilustrava aquilo. Não que o dia seja mil cores, ou que o caminho para o metrô seja mais fácil agora. Mas, se tudo passar, por um final de semana cansado, gelado (e eu ainda poderia ouvir o barulho dos trovões, se quisesse), então... Eu saberei menos ainda qual o segredo de deixar a semana passar sem me arrepender de escolhas precipitadas, serei mais chula, porque, simplesmente, o que há de errado em ser tão incerto e divertido? Sim, talvez eu prefira. E, agora então, podem me odiar com mil motivos.
Se sentem inveja pela minha sorte grande de ter os sentimentos mais repulsivos, bom, sinto muito. Eu os tenho. E tenho as tardes mais geladas, os sonos mais curtos.
E, depois dessa semana, eu vou dormir. Porque ainda me sinto cansada, porque uma nota de dois reais não vale a pena se você estiver com as mesma olheiras de quatro horas da manhã.
É sempre bom poder jogar, quando o mais importante, deixou de ser as regras.